A maleta do Papa Wojtyla
Apresentado em Roma o novo livro do vaticanista Fábio Zavattaro
Esta anedota, tornada lendária já, e muitas outras histórias são as "pérolas" que enriquecem o novo livro do vaticanista Fabio Zavattaro Vaticano: La valigia di Papa Wojtyla (A maleta do Papa Wojtyla), apresentado em Roma, terça-feira 15 de novembro, no Palácio do Vicariato Maffei Marescotti.
Uma espécie de "diário de bordo", onde o autor, que desde 1983 tem acompanhado como enviado muitas viagens do Papa na Itália e no exterior, tece histórias, episódios inéditos, curiosidades, pessoas e lugares para trazer para fora um perfil ainda desconhecido , quase irônico, de João Paulo II.
Reencontramos, folheando as páginas do livro, muitas histórias que nem sempre tiveram a honra das Crônicas, mas que acompanharam a preparação das 104 viagens internacionais do Papa: de Jerusalém à Cuba de Fidel Castro, passando pelos índios do norte do Canadá, os padres perseguidos pelo regime na Ucrânia e a sua querida pátria, a Polônia.
Um livro-verdade que mostra, não apenas a figura do Pontífice, mas também do homem que foi João Paulo II. Um homem que se comoveu do avião ao ver o povo mexicano cumprimentá-lo com espelhinhos apontados para o sol e que, na sua primeira viagem, também no México, parou por mais de uma hora para conversar com repórteres a 10 mil pés altura, como lembrou durante a reunião, Valentina Alazraki, correspondete mexicana, também ela no sequito do Papa nas suas inumeráveis peregrinações.
Um homem que, como afirmou monsenhor Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho das comunicações, também ele convidado para a conferência, “sentia tão forte o desejo missionário que pedia continuamente partir para a China, ainda mesmo nos momentos que a doença o prendia em Roma."
Um homem, que por meio da comunicação, da mídia, mas também de gestos simples, desejava entrar na cultura, nas tradições de cada povo“ a fim de levar adiante a sua missão cristã quebrando as barreiras do mundo e dos prejuízos”, acrescentou Marco Simeon, diretor da RAI vaticano.
"João Paulo II é a encarnação viva das palavras do Evangelho: Ide e anunciai a Cristo até os confins da Terra", declarou, durante a apresentação do livro, monsenhor Liberio Andreatta, vice-presidente da ORP (Obra Romana de peregrinação), da qual o Palácio do vicariato é a sede. "O Papa Wojtyla foi o maior tour operator (operador turístico) do milênio. Levou Cristo ao mundo e o mundo à Cristo", acrescentou monsenhor Andreatta.
Portanto, a mala sempre pronta de um Papa que fez das peregrinações o ponto central do seu Magistério. Uma mala cheia não só do necessário para partir, mas também das lembranças, das palavras, das intenções e dos pequenos toques como a piada que corria no Vaticano na época do seu pontificado: 'Qual é a diferença entre Deus e o Papa? Que Deus está em toda parte e o Papa já esteve".
Para adquirir o livro por Fabio Zavattaro "La valigia di Papa Wojtyla, Iacobelli:
[Tradução aos cuidados de Thácio Siqueira]







