Para o diretor, Gian Maria Vian, o discurso do pontífice olha para o futuro, com uma amplitude de visões que em geral não se encontra entre os líderes internacionais e com um realismo que não esconde os problemas.
Logo no início, o papa recorda a atenção e a atitude da sé romana em relação ao mundo: em Deus, a Igreja existe para os outros e, por isso, está aberta a todos.
Em primeiro plano no panorama internacional, permanece a crise dramática da economia mundial e, consequentemente, a instabilidade social. Raiz da crise – como se lê na Caritas in veritate — é a mentalidade egoísta e materialista. Com efeitos que ameaçam a criação.
Por isso, a Igreja, atenta à preservação da natureza, insiste no respeito irrenunciável da pessoa humana, que significa a proteção da vida desde a concepção, e uma justa distribuição dos recursos alimentares, que são suficientes para toda a população mundial, "como há décadas a Santa Sé vem repetindo contra interesseiros catastrofismos".
Muitas são as situações insustentáveis devido à violência, à pobreza e à fome, que estão na origem do fenômeno migratório mundial, diante das quais o papa voltou a pedir que as autoridades civis atuem com justiça, solidariedade e visão, recordando em especial a fuga dos cristãos do Oriente Médio e reiterando o reconhecimento dos direitos de israelenses e palestinos.
"As crises do mundo e das sociedades têm origem no coração dos homens – repetiu o papa — e podem ser superadas, mudando mentalidades e estilos de vida, somente através de um grande esforço educacional" – lê-se no editorial. (BF)
Fonte: Rádio Vaticano







