Boa Tarde! Hoje é 10 de Março de 2010
Banner
Banner

Informativos

Inscreva-se e receba gratuitamente nossas novidades diretamente em seu email.


Não existe uma lista disponível.
Banner
Banner
Banner

Homem precisa do amor que só Deus pode dar, diz Bento XVI

"Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo, que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança".

Bento XVI faz essa reflexão em sua Mensagem para a Quaresma deste ano, que tem como tema "A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo" (Rom 3, 21–22).

O texto foi divulgado na manhã desta quarta-feira, 4, durante uma coletiva de imprensa realizada no Vaticano. Participaram do evento o presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, Cardeal Paul Josef Cordes, o presidente emérito do Parlamento europeu e Presidente da Fundação Konrad Adenauer, professor Hans-Gert Pöttering, e o vice-secretário do Pontifício Conselho Cor Unum, monsenhor Giampietro Dal Toso.


Justiça

O Papa explica que o homem é permanentemente tentado a colocar as origens da injustiça em causas exteriores. "Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingênua e míope", destaca.

Bento XVI deixa claro que "a injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal".

A autossuficiência seria a própria origem da injustiça e o principal obstáculo para que o homem possa entrar na justiça de Deus. "Qual é, portanto, a justiça de Cristo?", questiona o Pontífice. "É, antes de mais nada, a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura a si mesmo e os outros", responde.


Conversão

Bento XVI salienta que a verdadeira conversão é "sair da ilusão da autossuficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade".

O Santo Padre conclui a mensagem ensinando que "o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor".