Boa Noite! Hoje é 03 de Setembro de 2010
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VIVER O PRESENTE COM A LIÇÃO DO PASSADO

CRIANDO UM FUTURO MELHOR

1Jo 2, 18-21; Jo 1, 1-18

 

         Hoje é o ultimo dia do ano no calendário civil. E o evangelho nos mostra Jesus como ponto de referência único da história. Hoje podemos falar de que todo nosso tempo, na vida humana e na fé, tem um único centro e critério: Jesus.

         O evangelho nos convida a contemplar este Jesus: nele está toda a graça e o amor de Deus por cada um de nós. Podemos dar graças pelo ano que está terminando, pela salvação que Deus nos dá continuamente; e pedir perdão por tudo que é “anticristo” em nós: somos anticristos, se tivermos critérios de “mentira”, critérios que não são os de Jesus.

         Neste último dia do ano, nós como cristãos devemos viver esta mudança de ano a partir de uma triple atitude:

         (1). A primeira atitude é a de ação de graças pela vida. Finalizamos mais um ano de nossa vida. E a vida é um dom e uma dádiva de Deus pela qual devemos dar graças. Muitas vezes nos faz falta a vivência de sentir nossa própria vida como uma dádiva que Deus nos fez. Se olharmos para nossa vida a partir do ponto de vista de dádiva, chegaremos a dizer “Como é belo viver!”. Temos que dar graças por um ano vivido na graça de Deus.

         (2). A segunda atitude é a de pedir perdão por nossas limitações e debilidades durante o ano que está terminando. É pedir o perdão pela falta de amor nas nossas conversas e em tudo que fizemos. Cada um de nós recebeu um número de talentos, mas nem todos conseguiram render os talentos. Martin Buber dizia: “A grande culpa do homem não é o pecado. A grande culpa do homem consiste em que em todo momento pode se converter, mas não o faz”. "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." (Albert Einstein)

         (3). A terceira atitude é a de saber que tenho uma missão a cumprir neste ano novo que começa. O mesmo Martin Buber dizia: “Todos nós somos chamados a levar algo à plenitude no mundo”. A partir deste pensamento sabemos que sempre espera em alguma parte deste mundo alguma missão que tenho que realizar. Sempre há alguém em alguma parte deste mundo esperar que eu possa dar-lhe uma esperança nova. Sempre espera em alguma parte deste mundo uma dor que possa morrer em meu amor. Sempre espera em alguma parte da sociedade meu Deus em quem acredito, que me pede o amor para poder encarar tudo na vida, inclusive a dor da perda.

         No tempo, existem dois dias acerca dos quais não podemos fazer nada: ontem e amanhã. O passado é observável, mas não é modificável por mais que alguém o tente. O futuro é modificável, mas não é observável, pois ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Os eventos passados contribuem, sim, para o nosso agora. O nosso presente nos ajudará, sim, a determinar o nosso futuro. Porém, não podemos fazer nada a respeito deles, pois ambos estão fora de nosso alcance. A única realidade que temos é o presente. Este instante é tudo que temos. Só podemos agir no momento presente ou nunca mais. E não há como apressar a chegada do próximo instante. É possível que tenhamos tido tempos no passado que foram especiais ou ruins para nós; pode ser que o futuro nos reserve momentos preciosos. Porém, o único tempo realmente “nosso” é este instante em que estamos agora. Cabe a nós decidir o que fazer com ele. Cada momento é meu para torná-lo belo ou doloroso de acordo com minha escolha.

Vitus Gustama, SVD